Presidente Lula afirma que irá ao Haiti no dia 25 de fevereiro

Qui, 13 de Agosto de 2009 08:13 Ferrer
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Cristãos ajudam os Haitianos

RIO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou na noite desta terça-feira que fará uma visita ao Haiti no dia 25 de fevereiro e que levará consigo médicos brasileiros. O presidente criticou aqueles que foram contrários à Força de Paz para Estabilização do Haiti, liderada pelo Brasil e afirmou que o Brasil continuará mantendo sua política de ajudar o país com suas forças de paz.

- O Brasil continuará fazendo a sua parte. É motivo de orgulho a quantidade de brasileiros que querem se inscrever para ajudar o Haiti. Acredito que esse terremoto está mexendo com as vergonhas das pessoas dos outros países que exploraram o Haiti - afirmou Lula, durante o Fórum Social Mundial, que acontece em Porto Alegre.

( Homem é resgatado com vida duas semanas após terremoto no Haiti; Lula libera R$ 375,95 milhões para recuperação do país caribenho )

Lula propôs que os participantes do Fórum estabeleçam como uma meta a solidariedade ao Haiti no próximo ano.

- Eu acho que esse Fórum, ao terminar esse encontro aqui, vocês deveriam - não precisa ter dez decisões, porque em política quem tem dez não tem nenhuma -, eu acho que vocês deveriam tomar uma decisão: dedicar dessa data que terminar esse encontro até a data de iniciar o próximo fórum, vcs deveriam dedicar um ano de solidariedade à reconstruçao do Haiti.

O presidente disse, ainda, esperar que em 30 dias o Brasil construa uma unidade de atendimento médico de 2.160 metros quadrados em Porto Príncipe.

Cândido Grzybowski, membro do conselho internacional do Fórum e dirigente do Instituto Brasileiro de Análise Sociais e Econômicas (Ibase), fez as cobranças mais contundentes. Ele questionou o que o Brasil fará para impedir uma possível ocupação permanente dos EUA no Haiti.

Mais 75 brasileiros embarcam para o Haiti na quinta-feira

Numa operação conjunta entre as marinhas do Brasil e da Itália, uma equipe de 75 brasileiros - entre eles 59 militares - embarcará na quinta-feira, em Fortaleza, no porta-aviões italiano Cavour, com destino ao Haiti, aonde deve chegar no próximo dia 1. A maioria da tripulação brasileira é de profissionais da área de saúde, que vão trabalhar por 30 dias no navio, realizando cirurgias e outros tratamentos de emergência. Também serão embarcados no Cavour dois helicópteros da Marinha brasileira e cerca de duas toneladas de material e equipamentos.

A Marinha também informou na terça-feira que no dia 1º o navio de desembarque de carros de combate "Almirante Sabóia" segue do Rio para o Haiti, aonde chega dia 27, com uma carga de 700 toneladas de material para as tropas brasileiras e de ajuda humanitária para o povo haitiano.

Segundo o subchefe de Operações do Comando de Operações Navais (CON), contra-almirante José Aloysio de Melo Pinto, a missão de cooperação ítalo-brasileira atuará em atendimentos de alta complexidade, apoiando o hospital de campanha do Brasil e o navio-hospital americano que já estão no país.

- Nossa equipe médica e nossas aeronaves vão atuar em conjunto com os militares italianos. O navio ficará ao largo, recebendo os doentes que serão levados em aeronaves - explicou o contra-almirante José Aloysio de Melo Pinto.

A equipe médica, formada por voluntários, será composta de 26 pessoas, sendo seis médicos e oito enfermeiros da Marinha, especializados em remoção aeromédica, e cinco médicos e seis enfermeiros civis, escolhidos pelos Ministério da Saúde. Há ainda no grupo pilotos, mecânicos e técnicos de voo.

Os homens e os equipamentos brasileiros irão se juntar a uma tripulação de 900 italianos, entre eles engenheiros que irão atuar na desobstrução de estradas, na remoção de escombros e no restabelecimento do sistema de comunicação do país.

Já o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Jorge Félix, visitou na terça-feira o Haiti para verificar as necessidades do país e avaliar como o Brasil pode ajudar mais. Ele estava acompanhado do embaixador Antonio Simões, subsecretário-geral da América do Sul, Central e Caribe.

De acordo com Simões, em conversa com a coordenadora de assuntos humanitários da ONU para o Haiti, Kim Bolduc, há uma preocupação das Nações Unidas e do governo haitiano com a geração de empregos. Segundo o embaixador, a criação de novas frentes de trabalho, que poderiam empregar haitianos na remoção de entulhos e recuperação de áreas para o recebimento de ajuda humanitária, estaria em discussão.

Última atualização em Dom, 07 de Fevereiro de 2010 11:49

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